quarta-feira, 31 de março de 2010

PAICV DEDICA TEMPO DE ANTENA TELEVISIVO AO SECTOR AGRÍCOLA

O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) dedica o seu tempo de antena televisivo de hoje, 31 de Março, ao sector agrícola.
Neste sector, para além da construção de barragens, da aposta em programas de micro-crédito e em acções de formação, o Governo promete conceder financiamento aos agricultores para criarem as suas próprias empresas, dinamizar a economia no meio rural, criar mais empregos de forma desenvolver todo o mundo rural cabo-verdiano
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BRIGADAS RABENTOLAS EM MANOBRAS PRÉ-ELEITORAIS NOS BAIRROS DA PRAIA

Temos sido contactados por vários munícipes de todos os bairros que nos últimos tempos têm sido contactados por brigadas compostas por elementos da câmara e do partido ventoinha.
Segundo os munícipes estas brigadas têm estado em contactos no terreno junto das pessoas mais pobres e vulneráveis e estão a fazer o levantamento de nomes (através do preenchimento de uma ficha) e de documentos de identificação.
Para conseguirem tais informações estes elementos têm apresentado a FABULOSA justificação que se trata de dados para a selecção das pessoas a serem contempladas com habitação social no âmbito do programa Casa Para Todos.

A Direcção da Bancada do PAICV-Praia vai continuar atento e a acompanhar este caso de perto.

sábado, 27 de março de 2010

GOVERNO APOSTA NA CONSTRUÇÃO DE UM PACTO NACIONAL DE NÃO-VIOLÊNCIA

O Primeiro-Ministro, José Maria Neves, dedicou o passado dia 17 de Março à luta pela inclusão social dos jovens. Nesta ocasião, deslocou-se com a sua comitiva, da qual faziam parte alguns ministros e responsáveis do Instituto Cabo-Verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA) e do Instituto Cabo-Verdiano para a Igualdade e Equidade do Género (ICIEG), a alguns dos bairros mais problemáticos das zonas Norte, Centro e Este da Praia.

Tivemos a oportunidade de acompanhar a deslocação do Chefe do Executivo Cabo-Verdiano ao bairro de Safende. Tal visita começou no “Espaço Aberto”, símbolo emblemático do contributo que as Organizações Não Governamentais têm dado em prol da luta pela inclusão social dos jovens.

Em Safende, José Maria Neves auscultou as principais preocupações dos moradores do bairro que, na sua maioria, diziam respeito a questões de habitações degradadas, saneamento básico, falta de infra-estruturas desportivas, emprego e apoio social.

Pelo meio ocorreram depoimentos de jovens que um dia tiveram a infelicidade de descer ao inferno da droga e, consequentemente, passaram a praticar assaltos à mão armada para alimentar o vício. Um deles, Já “Manco”, que chegou a ser baleado num tiroteio com Polícia e hoje coxeia de uma perna, pediu perdão à sua comunidade por todos os males que cometera, enquanto delinquente juvenil.

E garanto-vos que ninguém que esteve presente na Sala considerou o emocionante depoimento do Já como “um momento de humor”!

Segundo José Maria Neves, o combate contra a violência não é e nunca deverá constituir-se numa tarefa exclusiva do Governo, mas sim, todos os outros actores sociais, designadamente, as Polícias (Nacional, Militar e Judiciária), a Igreja, a família e a comunidade. Neste aspecto, nós que passamos toda a nossa infância e adolescência em Safende temos estado um pouco perplexos relativamente a esta passividade com que os moradores locais têm encarado p eclodir deste fenómeno. Sim, porque numa altura em que o tráfico de drogas chegou a perigar grandemente a tranquilidade do bairro, a comunidade de Safende organizou patrulhas que expulsaram os consumidores e denunciaram, às autoridades, os responsáveis pelas “bocas de fumo”. E rapidamente a situação assumiu o ar de normalidade.

Embora o Governo espera contar com o envolvimento de todas as forças vivas para vencer esta luta que é de todos, é visível que o actual Executivo, como é de seu timbre, nunca foi de manter-se passivo perante toda e qualquer problemática que afecte a sociedade cabo-verdiana.

Aliás, para além da conclusão pelo Ministério da Administração Interna (MAI), em 2008, do Plano Estratégico para a Segurança Interna, de um significativo reforço do efectivo policial, da abertura de novas esquadras em diversos bairros, outras medidas de fundo têm vindo a ser tomadas, mesmo sob protestos e olhares desconfiados da oposição, designadamente, a colocação da Polícia Militar nas ruas e a implementação do Programa "Jovens e Coesão Social", que deverá promover o crescimento económico e inserção no mercado de trabalho de grupos vulneráveis.

Além disso, no sector da Educação, sobressaem os investimentos, ao nível da Universidade de Cabo Verde, que ascendem a cerca de 700 mil contos por ano, a contemplação de, pelo menos, cinco mil beneficiários com bolsas de estudo e os propósitos de transformar todos os liceus em escolas técnicas e expandir a formação profissional a todas as ilhas do Arquipélago.

Mais recentemente, a apresentação ao Parlamento da Proposta de Lei-Quadro de Descentralização que prevê a criação de autarquias infra-municipais para se poder ter nos bairros, autoridade e quem possa responder pelas pessoas, bem como, a aprovação, pelo Conselho de Ministros, de um projecto de proposta de Lei que estabelece a política criminal com o propósito de salvaguardar os bens jurídicos, a defesa da vítima e a reinserção social dos agentes que praticam o crime.

No caso de Safende, em particular, o Chefe do Executivo Cabo-Verdiano prometeu a construção de uma placa desportiva, a requalificação da escola de Ensino Básico local, bem como, o arranque do projecto “Centro de Juventude Móvel”, envolvendo animadores, voluntários e ONG´s. Mas recomendou, sobretudo, aos jovens que tenham uma estima elevada perante o seu bairro, de modo que Safende seja “um lugar de gente de bem, onde acontecem coisas boas e todos jogam limpo”.

No entanto, perante medidas de fundo que vêm sendo tomadas pelo Governo para combater criminalidade no País, vislumbra-se claramente que nem todos os actores políticos com uma quota-parte de responsabilidade neste processo estão empenhados nesta cruzada de “construção de uma sociedade de amizade e de paz”.

Pelo menos, foi o que ficou patente aquando da recente declaração do Presidente da Câmara da Praia, Dr. Ulisses Correia e Silva, para quem todas as acções do Governo neste âmbito, apenas se resumem à promessa de construção de mais placas desportivas!

Foi também o que ficou perceptível pela reacção irreflectida do Dr. Carlos Veiga perante a manifestação de vontade do Primeiro-Ministro em se encontrar, proximamente, com todos os denominados grupos thug da Praia. É que na óptica autoritária do Dr. Carlos Veiga esta proposta deve ser vista de forma mais reducionista possível, ou seja, ela é demonstrativa de que estamos perante a capitulação do Estado!

Aqui convêm pontualizar o seguinte:

- Primeiro: É que iniciativas do tipo não são inéditas por estas paragens e têm sido levadas a cabo por outras instituições, designadamente a Igreja Católica;

-Segundo: Os integrantes destes grupos não vieram de Marte, nem de Vénus. São cidadãos cabo-verdianos como nós, só que, com a particularidade de se encontrarem em conflito com a lei;

- Terceiro: Deve-se salientar que, desde o princípio o propósito do PM foi claramente explicitado: seria o de analisar a situação com os mais diversos extractos da sociedade, de forma que, conjuntamente, se construísse soluções partilhadas. Então, que mal existe em se reunir com os jovens em conflito com a lei se eles representam parte do problema?

- Quarto: O cidadão atento já percebeu que está mais do que na hora de a oposição se manifestar claramente se está ou não interessada na perpetuação de um clima de insegurança no País e se é a favor ou contra que seja firmado um pacto nacional de não-violência.

É que sobre esta matéria, pior do que lavar as mãos como Pilatos, a oposição tem feito ainda uma campanha de terrorismo electrónico, com manipulação descarada e criminosa da imagem do Primeiro-Ministro, configurando um acto de desrespeito e injúria jamais visto em relação a um governante cabo-verdiano. Enfim, trata-se de mais uma atitude de grande desespero de quem não tem projectos, não tem ideias e apenas quer, a qualquer custo, o poder pelo poder.


Jorge Garcia, Deputado Municipal

quinta-feira, 25 de março de 2010

AS SOLUÇÕES QUE TARDAM

Cada vez que relembro das promessas feitas pelo MpD na Praia, sinto-me uma profunda tristeza, porque, volvidos quase dois anos de governação de Ulisses Correia e Silva, os munícipes não têm muito com que se contentar.
Sinceramente, acho que as soluções tardam a despontar. Disse alguém não quero acreditar que as maiores realizações estão guardadas para render votos. O Município da Praia está despido e faminto de obras e projectos, caminhando num ritmo muito lento, ante os mais diversos problemas que caracterizam esta Cidade Capital.

Com um orçamento “chorudo de biliões de escudos”, é de se esperar que a Praia estivesse, hoje, muito melhor. Em todos os domínios, o executivo anda a pôr paninhos quentes, protelando o início dos grandes projectos apresentados em tempos de campanha eleitoral. Apenas para citar o caso do Urinol, localizado na “Praça Alexandre Albuquerque”, cuja promessa de devolução restauração convenceu a muita gente. A verdade é que no orçamento de investimento da Câmara do MpD na Praia nada que indique a provisão de verbas para a reparação geral ou remodelação dessa infra-estrutura.

Ainda no leque de promessas, convém relembrar a Câmara do MpD na Praia, que os munícipes aguardam pacientemente pelas obras relacionadas com a construção das calçadas artísticas na Cidade da Praia, as da rua do mercado, bem como a colocação de um “stop” na circulação numa das ruas da cidade, transformando-a na primeira rua pedonal da Praia. Assim, é legítimo perguntar pelas obras que transformariam o mercado da Praia num mercado artesanal, bem como pela famosa feira da Praia que aglomeraria centenas de “rabidantes” nos fins de semanas e dias feriados.

Por outro lado, ao analisar, por exemplo, o comportamento da taxa de execução (realização) do orçamento investimento do ano de 2009, mais precisamente do sub programa relacionado com a Juventude e Desporto, orçado em 225.000.000.00 (duzentos e vinte cinco milhões de escudos), englobando os projectos de “apoio à formação profissional” (5.000.000.00), “gala de desporto ”(10.000.000.00), “centros de formação desportiva”(65.000.000.00), “centro da juventude” (20.000.000.00), equipamentos e infra estrutura desportiva (60.000.000.00), “promoção do associativismo juvenil”(9.000.000.00), apoio a formação superior no país (22.000.000.00), apoio à actividade desportiva (10.000.000.00), programa verão jovem (9.000.000.00), “fórum anual de ciência e tecnologia”(5.000.000.00), “fundo de apoio à aquisição de equipamentos e materiais desportivos”(10.000.000.00), é de se perguntar o que terá acontecido.
É coisa para perguntar onde está o conselho municipal de Juventude camarária criada com pompa e circunstâncias e repleto de promessas alegóricas? Que dizer agora aos jovens este município face ao silêncio absoluto da Câmara?

O supracitado montante orçado para a Juventude e Desporto permitiria realizar, uma gama de actividades se a Câmara do MpD tivesse atribuído a devida e merecida atenção para a problemática da juventude e desporto no nosso município. É pena que esse sub programa tenha sido descurado e relegado para um segundo plano, o que é estranho já que essa Câmara teoricamente fala tanto em nome da juventude e acaba por deixar os programas e projectos para jovens engavetados. Assim, é coisa para perguntar se as soluções tardam em chegar ou se o MpD não tem, de facto, soluções para o município da Praia.



Euclides Eurico Nunes de Pina

quarta-feira, 24 de março de 2010

DELEGAÇÃO MUNICIPAL DA PRAIA ESTE CONTINUA FECHADA

Dez meses depois da sua inauguração, com pompa e circunstancia, a delegação municipal da Praia Este, situada em Achada Grande Frente, continua sem Delegado Municipal. Temos insistido muito nesta questão porque consideramos que é um desrespeito para com a população de Achada Grande e arredores inaugurar um serviço que a câmara sabe que não vai estar a funcionar em pleno e de imediato.



Estas questões só provam que a Câmara da capital está a trabalhar sem regras, sem planos e sem coordenação.
Decididamente a Praia não quer e não precisa deste tipo de SOLUÇÕES.